De acordo com informações repassadas por Antonio Gomes dos Santos, Secretário Executivo de Agricultura do município, cerca de 366 agricultores foram inscritos no programa Garantia Safra 2014/2015. “Destas, 313 foram homologadas pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento rural Sustentável –CMDRS – mediante pagamento do contrato de adesão”, explicou Gomes. De acordo com a lei 10.420/2002, o Garantia Safra tem por objetivo garantir condições mínimas de sobrevivência aos agricultores/as familiares de municípios sujeitos a perda de safra por razão do fenômeno da estiagem ou excesso hídrico, e é destinado a unidades familiares com renda de até 1,5 salário mínimo mensal, que plantam entre 0,6 e 5 hectares de feijão, milho, arroz, mandioca, algodão ou outras atividades agrícolas de convivência com o semiárido.
ABASTECIMENTO
Por conta da estiagem, outro problema deve enfrentado nos próximos dias no município de Mãe d’Água: o desabastecimento. Como a distribuição de água é feita a partir de poços artesianos, a preocupação agora é com a diminuição da vazão desses poços que deve comprometer a regularidade do abastecimento. “As chuvas nas cabeceiras dos rios que cortam o município foram muito poucas. Como esses rios são responsáveis pela reposição de água de nossos poços, a crise no abastecimento é inevitável”, prevê Gomes. “A escassez de chuvas deve agravar não só o abastecimento de água humano, como também o animal que deverá resultar numa queda acentuada da produção agropecuária.” Concluiu o Secretário Executivo de Agricultura.
PREVISÃO CLIMÁTICA
Em dezembro de 2014, a AESA – Agência de Gestão das Águas do Estado da Paraíba – divulgou uma previsão para o primeiro trimestre de 2015, e a estimativa não foi nada animadora. De acordo com os meteorologistas do órgão, a previsão climática para os meses de janeiro, fevereiro e março de 2015, era de chuvas abaixo da média em algumas áreas, entre elas, Mãe d’Água. Ainda de acordo com o documento, as perspectivas climáticas para as regiões do Alto Sertão, Sertão, Cariri e Curimataú indicavam que as chuvas seriam irregulares, tanto espacial quanto temporalmente, o que acabou se confirmando. Para o mês de maio (fim do período chuvoso no Sertão) segundo o órgão, a previsão é a de que as precipitações também fiquem abaixo da média histórica.« Voltar

