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Mãe d’Água na História: de Mãe d’Água ao Iraque

          O que há de anormal em presenciar, pelas ruas de Mãe d’Água, mulher e filhas caminhando de HIJAB (conjunto de peças para cobrir o corpo), de origem árabe, utilizado em todo o mundo islâmico? Absolutamente, nada, visto que passou a ser prática comum de uma descendente da terra que, após um casamento frustrado, encontrou seu príncipe encantado exatamente no Iraque, onde assumiria o lugar de segunda esposa (a lei permite até quatro), de um dos integrantes do Exército. Kerly, que nasceu em 26 de fevereiro de 1987, como filha de Maria Marlene Oliveira de Melo e pai ausente, do qual sequer sabe o nome, é a protagonista desta história de fé, cujo amor começou pelas redes sociais.

             Kerly Oliveira de Melo, que retornou a Mãe d’Água por tempo determinado, como medida de segurança, em virtude da guerra entre Irã e Israel, trouxe um detalhamento de sua trajetória, a partir do seu processo educacional restrito a 2ª série do ensino fundamental, no Grupo Escolar Manoel Nunes Trindade, convivendo com três dos 20 irmãos: Ociano, Odemiro e Caline. Aos nove anos de idade, transferiu-se para a zona rural de Maturéia, juntamente com a irmã, acompanhando a mãe e o padrasto Manoel, mais conhecido por Nezinho, lá permanecendo até os 18 anos de idade, com dedicação exclusiva ao trabalho na roça, retornando à terra natal onde permaneceria por quatro meses, tempo em que consolidou o casamento com José Fernandes, filho de Zé Catingueira, nome do qual também se tornou conhecido. Com nova transferência para Maturéia, Kerly deu à luz a quatro filhos: Aparecida Vitória, Tainar, Kemyle Tayane e Erina Safira.          Com a separação em 2021, buscando informações sobre um amigo (Luciano), que havia se deslocado para o Iraque afim de participar da Guerra, passou a ter um contato de paz, via facebook, com o iraquiano Isnla Mestiço, o qual já tinha uma esposa (Zamira), com a qual já havia gerado seis filhos: Saddam, Hussein, Zaio, Wanda, Samira e Zaia. Das conversas online veio a simpatia e o convite para uma visita ao seu país de origem, o que se consolidou em 26 de dezembro do mesmo ano. Voltou em 25 de fevereiro de 2022 para pedir a autorização da mãe e seguir com os filhos para morar no Iraque. Já a partir dos primeiros contatos com seu atual esposo, Kerly começou a estudar o Islã, se aperfeiçoando com a vivência e já dominando o Árabe, convertendo-se ao Islamismo e fazendo opção pelo país estrangeiro.

            Tendo conquistado a simpatia do povo iraquiano, Kerly, cujo nome árabe é Fátima, casada com o soldado Isnla, que além do Exército tem a profissão de transportador de mercadorias entre o Iraque e a Turquia, no tempo em que permanece no Brasil não se desprende de suas características mulçumanas, nem se desapega dos três livros do Alcorão e das cinco orações diárias, lembrando que, para ela, o nome de Deus é Alá e o melhor ponto de convivência coletiva é a Mesquita. Fonte o livro Mãe d’Água do Romano – autor Damião Lucena.
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