
Por se tratar do esporte mais popular do Brasil, o futebol também ocupou os campos de Mãe d’Água, a partir das tradicionais equipes do amadorismo, conseguindo descobrir talentos para o profissional, incluindo o principal nome, conhecido por Touro, e um dos goleiros referenciais do interior da Paraíba, Neto. Contudo, sua primeira equipe fora denominada de Borborema e teve como principal dirigente Inácio Monteiro de Oliveira. A prática se desenvolvia nas tradicionais embaixadas, visitando áreas rurais e cidades, com partidas de finais de semana e feriados, além da participação em campeonatos municipais e regionais. Foi neste ambiente que surgiu, inicialmente, Geminiano Raimundo de Lucena, o maior craque da história de Mãe d’Água que, coincidentemente, fora também o primeiro funcionário da Prefeitura Municipal, na gestão do primeiro prefeito eleito, José Tota, na profissão de contínuo. Porém, por conta de sua habilidade com a bola, acabou se transferindo para a cidade de Patos, onde passou a defender as cores do Nacional Atlético Clube, com estreia em 1975, em uma partida contra o Treze, em Campina Grande. Na referida data constatou-se que dos 56 rádios existentes na sua terra natal, 50 estavam sintonizados no jogo. Touro, como tornou-se conhecido depois de ser apelidado pelo pai em referência ao seu porte físico, após brilhar por vários anos no Canário do Sertão, passou a dedicar-se ao setor de saúde, com funções de destaque no Hospital Regional Jandhuy Carneiro.
Antônio Neto de Sousa, nascido em 15 de abril de 1978, como filho de Maria Vanderlita de Sousa, teve pouca informação sobre o seu verdadeiro pai que, segundo ele, poderia ser um outro nome do futebol da localidade. Neto, como se tornou conhecido, desde o início atuava na posição de goleiro. No ano de 1997, como fruto de aprovação em concurso público, foi chamado a assumir um cargo de servidor municipal em Mãe d’Água, sem se desvincular da prática esportiva que o destacaria nos Jogos Escolares da Paraíba e no Campeonato de Futebol do Sertão, chegando a fechar o gol por 22 partidas consecutivas, época em que já era observado pelos dirigentes do Nacional Atlético Clube, incluindo o técnico Bastinho e o presidente Amadeu Mendes, que o convidaram a fazer parte da equipe juvenil e, dada a sua habilidade, vindo a ter a oportunidade de integrar o banco do time principal e assumir a titularidade nos anos 1998 e 1999. Relembra, com orgulho, o seu auge no Canário do Sertão, período em que a equipe chegou a contratar 11 atletas da Bahia, ele e um colega de Santa Terezinha, permanecendo apenas os dois últimos, em virtude da habilidade e desempenho. Fonte: o livro “Mãe d’Água do Romano”. Autor: “Damião Lucena”.
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