
Transcorria o ano de 1986, precisamente na terça-feira da Semana Santa, 18 de março, com movimentação normal no Mercado Público de Mãe d’Água. Em meio aos frequentadores se encontravam os primos Cirilo Alves de Oliveira e Juarez Gonçalves da Silva. Não imaginavam que haviam entrado na contagem regressiva de suas estadas na terra, cujas vidas seriam ceifadas por dois policiais, aparentemente amigos, abrindo margens para a inserção, em meio às investigações, de especulações sobre o motivo. O clima de tensão tomava conta da cidade, enquanto o velório se desenvolvia na igreja e os sepultamentos aconteciam no dia seguinte. Os militares assassinos desapareceram após comunicarem o fato as suas esposas, Geralda e Célia, que se encontravam na escola estadual, onde outro policial, Zé Ramalho, estava como estudante. O delegado era o Cabo Iran. Cirilo Alves de Oliveira nasceu em 1º de julho de 1956, como filho de Sebastião do Carmo de Oliveira e Carmelita Olinto Alves, tendo como irmãos: Diolinda, Maria, Manoel, Isabel, Jovença, Maria Zuelita e Dimas, enquanto Juarez Gonçalves da Silva nasceu em 12 de agosto de 1958, como filho de Alberto Gonçalves da Silva e Joana Batista de Freitas, tendo como irmãos: José, Maria, Luzinete, Sandoval, Severino e Eriosveldo (Lira). O primeiro, que veio acompanhado da irmã Diolinda, tinha o objetivo de comprar uma roupa para a afilhada (filha de Tânia de Zezinho Pedro), trazia também a filha mais velha, que presenciaria a cena da morte do pai. Mais cedo haviam presenteado o delegado com produtos rurais. Duas famílias órfãs: a viúva de Cirilo, Luzinete Gonçalves, ficara com os filhos: Jussara, Lucília, Alberto, Érica e Maria Clara. Juarez (Chuca) deixou a esposa Josefa (Zefinha) e os filhos: Janaína, Josevi, Jurandir e Juari.


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