
Em 1993, foi oficializado como patrono da Creche e Pré-Escola do Distrito de Santa Maria Gorete, o saudoso Carlos Frederico Urquiza de Figueiredo, em homenagem a uma criança que nasceu em 5 de novembro de 1981, como filho de Dalman Figueiredo Leitão e de Verônica Urquiza Rodrigues de Figueiredo Leitão, trazendo consigo um sério problema cardíaco. Uma malformação do feto teria atrasado o seu nascimento, o que só veio a ocorrer 15 dias após a data prevista, por meio de cesárea, contraindo uma pneumonia de aspiração. Com dois meses, era constatada uma forte anemia e suspeita de sopro no coração, remetendo aos problemas que já atingiam a sua mãe. A cardiopatia rara, com pequena circulação somada à grande circulação que descia para o sangue, lhe causava sofrimento com choro sequenciado e coloração roxa, o que culminaria com uma cirurgia de alto risco. Depois de dois cateterismos, foram mais de 8 horas de intervenção. Ao contrário da mãe, que havia enfrentado uma cirurgia cardíaca com sucesso, o pequenino não resistiu.
A eternização de Carlos Frederico em uma repartição pública voltada à formação de crianças, a partir da creche e até o início da alfabetização, foi, também, uma homenagem aos seus familiares ligados a história de Mãe d’Água, a partir do bisavô Luiz Furtado, dos tios do seu pai, que administraram o município: José e Antônio Tota, além do seu próprio tio, Kléber Figueiredo, dentre outros. Carlos Frederico faleceu às 8h30 do dia 3 de março de 1982. O velório aconteceu na residência da família, situada na rua Felizardo Leite, 366, no centro de Patos, com sepultamento no Cemitério Santo Antônio, no bairro Monte Castelo, em sua terra natal. Fonte de pesquisa, o livro “Mãe d’Água do Romano” – autor Damião Lucena.
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